Apresentação

Uma cilada foi armada para as Pussycat Dolls.
Mas...
Quem fez isso?
Por que?
Como?
Para essas e outras perguntas, você só terá as respostas ao longo da história.
Isso mesmo!
Por isso, seja bem-vindo(a) ao grupo e prepare-se para acompanhar Nicole, Ashley, Jessica, Melody e Kimberly nessa CILADA.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Cap.1 - ESTRADA

Noite calma em Nova Iorque, exceto pela gritaria de vários fãs em frente a uma grande e renomada casa de shows. A atração da noite era, ou melhor, eram cinco maravilhosas mulheres. Sim. Eram elas: as Pussycat Dolls. Naquela noite ocorreria o encerramento da turnê “Doll Domination”. A turnê tinha sido um enorme sucesso em diversos países e elas escolheram justamente a cidade de Nova Iorque para encerrar a turnê, embora já tivessem se apresentado lá anteriormente.
Assim como nos outros shows, Lady Gaga abriu a noite cantando seus sucessos e logo em seguida,as dolls subiram ao palco.
O show não podia ser melhor. Foi extremamente emocionante. Após darem uma coletiva de imprensa, as dolls resolveram mudar de planos. Decidiram não ir pra casa naquela hora e sim, pra um restaurante ou boate.
- Não vão pra casa? – perguntou o motorista.
- Não, Bob. – respondeu Nicole dando um enorme sorriso.
- Pra onde então? – perguntou o motorista mais uma vez.
- Olha, Bob... – começou Ashley abrindo sua carteira rosa-choque e tirando uns dólares. – Faz o seguinte: pega um táxi e vai pra sua casa ok? A gente vai usar o carro, mas a gente mesmo vai dirigir.
- Hum... Está bem então... – disse o motorista aceitando o dinheiro de Ashley.
Depois disso, ele saiu resmungando coisas como “achava melhor eu levar vocês, mas não querem...”
- Então? – começou Melody. – Eu dirijo?
- Não! – as outras disseram em coro.
- Você é muito agitada pra dirigir... – disse Kimberly. – Acho melhor a Jessica dirigir. Ela é bem calma no trânsito.
- Nem eu sei se estou tão calma assim sabe? – disse Jessica passando a mão pelos cabelos. - Esse show hoje, fim da turnê...
- Deixa que eu dirijo então. – disse Nicole por fim.
Todas concordaram e logo as cinco estavam dentro do carro e saíram do estacionamento.
- Aonde vamos? – perguntou Kimberly.
- Que tal uma boate? – sugeriu Ashley.
- Boate? Nossa! A gente já dançou tanto hoje... Acho que eu não tô mais com esse fôlego todo... – disse Jessica.
- É verdade. – concordou Melody.
– A gente podia ir a um restaurante então. – sugeriu Nicole atenta ao trânsito.
- Mas nem fizemos reservas. – disse Kimberly.
- E precisa? – disse Melody rindo. – É só eles nos verem. Somos as Pussycat Dolls!A gente pede uma mesa em um canto bem calmo e pronto.
- É. – disse Ashley. – E vocês têm alguma ideia de restaurante pra ir?
- Eu pensei em ir naquele que a gente comemorou o aniversario do Lewis... – disse Nicole.
- Nossa!Aquele é perfeito! – disse Melody vibrando.
- Só é um pouco longe do centro de Nova Iorque. – disse Jessica desanimando um pouco.
- Ah!A gente vai assim conversando e num instante nós chegamos lá. – disse Melody. – Vamos, Jessi! Se anime!
- Eu sei... É que a gente ainda vai ter que passar por aquela estrada meio deserta... – disse Jessica com a mão apoiando o queixo.
- Se você preferir então... A gente pode ir a outro restaurante. – disse Ashley. – Não é, meninas?
- Não. Tá tudo bem. Vamos pra esse restaurante mesmo. – disse Jessica por fim, forçando um sorriso no rosto.
As dolls iam deixando o inquietante centro de Nova Iorque e indo em direção às estradas que levavam à parte mais interior da cidade.
- Nossa!Tá bem deserto aqui... – comentou Melody olhando pela janela.
- Essa estrada me dá calafrios... – resmungou Jessica.
- Daqui a uns vinte minutos devemos estar chegando. – informou Ashley consultando o relógio.
Com exceção a Nicole, que já ia bem atenta à estrada, as meninas iam na maior algazarra, conversando e rindo,quando de repente, todas se calaram com o enorme barulho da freada. Nicole fez os pneus cantarem no asfalto.
- Meu Deus... – disse Nicole sussurrando ainda com as mãos no volante.
O que fez a doll parar imediatamente o carro foi aquela terrível cena: um cadáver de um homem no meio da estrada.
- Aquilo ali não é o que eu tô pensando não, é? – disse Ashley engolindo em seco.
- Gente!Um homem morto... – dizia Kimberly levando as mãos à boca.
- Calma! – disse Melody. – Vamos tentar manter a calma.
Nicole ainda estava em choque. Tinha parado a uns dois metros do corpo.
- A gente tem que sair pra ajudar ele... – disse Kimberly hiper nervosa.
- Ficou louca? – disse Jessica.
- É sério! E se ele ainda tiver vivo? – disse Kimberly abrindo a porta.
- Ela tem razão. – disse Nicole abrindo a porta e saindo também.
As outras fizeram o mesmo.
As cinco andaram cautelosamente em direção ao homem estirado no chão.
- Que horror! – disse Ashley com a mão cobrindo o nariz e a boca.
- Quem poderia ter feito isso com ele? – disse Melody tentando não olhar para as marcas no corpo do homem.
Ele estava com a roupa rasgada, tinha bastantes hematomas no corpo e muitos arranhões.
Elas não agüentavam olhar para o homem,mas nos breves instantes em que observaram,notaram que ele não estava vivo.
- Não é melhor checar a pulsação? – sugeriu Kimberly.
- Não!Esse cara ta morto!Quer deixar digitais nele é? – disse Melody.
- É verdade. – disse Nicole. – A Melody tem razão.
- Tá muito frio aqui. – resmungou Ashley.
- Vou pegar uns casacos no carro. Acho que eu trouxe. – disse Jessica se afastando das dolls e do cadáver e indo em direção ao carro.
Foi o momento exato para elas ouvirem o som das sirenes se aproximando.
Dois carros de polícia e uma ambulância acabavam de chegar ao local. Jessica,assim que ouviu,pegou os casacos e voltou correndo para perto das outras.
- Paradas aí! – disse um policial no megafone.
As dolls ficaram bastante nervosas e agitadas.
- Eu disse pra ficarem paradas! – berrou o policial.
Dentro de segundos, três policiais chegaram junto ao corpo.
- O que temos aqui, mocinhas? – perguntou um policial magricela.
- Não sabemos direito... – começou Ashley. - Estávamos passando por aqui e encontramos esse corpo e...
- Calada! – berrou uma policial loira com uma cara enfezada.
- Mas vocês não querem nos ouvir? – perguntou Ashley.
- Escute aqui, mocinha. – começou a policial. – Se você usar mais uma vez esse tom de ironia, te prenderemos por desacato a autoridade.
- Ironia? Mas eu... – dizia Ashley nervosa e sem entender aquela cena.
- Shhhh!Fique quieta, Ash! – disse Nicole sussurrando.
- O que estão cochichando? – perguntou o terceiro policial, o que havia falado no megafone. Um policial forte e alto.
- Nada, senhor. – disse Nicole em tom claro.
- Muito bem. Me contem como houve o atropelo. – disse ele muito sério.
- Atropelo? – exclamou Jessica.
- Sim. – disse a policial. – Recebemos a denúncia anônima de que havia ocorrido um atropelo nesta estrada. Por isso já viemos com uma ambulância.
- Mas não foi a gente que atropelou esse cara... – disse Melody com uma voz trêmula. – Somos...
- Inocentes. Claro, claro. É o que todos dizem. – disse o policial magricela.
O policial forte e alto fazia uma checagem no cadáver enquanto os outros policiais enchiam as dolls de perguntas.
- Nós nem chegamos a presenciar esse acidente. – começou Nicole. – Ele já estava morto quando nós chegamos aqui.
- Sei, sei... – dizia a policial anotando em seu caderninho.
- Pelo que notei ali... – disse o policial forte voltando. – Além de atropelar, vocês iriam deixá-lo aqui.
- Como? – perguntou Nicole.
- Eu vi as marcas, senhorita Scherzinger. – disse ele. – Na certa, vocês o atropelaram com tal força que o fez cair no barranco e isso o arranhou naquelas árvores. Depois, com certeza, ficaram com pena de deixá-lo jogado lá embaixo e trouxeram pra cá pra estrada.
- Não! – exclamou alto Ashley.
- Diminua seu tom de voz, mocinha. – disse o magricela.
- Está ocorrendo um terrível engano aqui. – disse Nicole.
- Sim. Está mesmo. – disse a policial. – Devíamos ter prendido vocês logo, por homicídio culposo.
- Vocês não podem nos prender assim... – começou Jessica. – Não há provas.
- Isso ela tem razão. – a policial disse para o policial forte.
- Tudo indica que foram vocês. – disse o magricela. – Então? Quem estava dirigindo?
Nenhuma respondeu. Elas sabiam que se dissessem a verdade, Nicole seria acusada por algo que não fizera.
- Fiz uma pergunta! – disse ele em tom mais alto.
- Respondam! – gritou impaciente a policial.
- Fui eu. – disse Kimberly.
- Não. Fui eu. – disse Nicole olhando triste para Kimberly. Não era para a loura ter dito aquilo.
- Nada disso. Fui eu. – disse Melody encarando a policial.
- Bom, vejo que a noite vai ser longa aqui e como não temos tempo para joguinhos de adivinhação, levaremos todas vocês para dar um depoimento na delegacia. – disse o policial forte.
O policial magricela acabava de dar ordens aos paramédicos para que recolhessem o corpo após o exame da cena pelo perito, que deveria estar chegando a qualquer momento.
- Meu Deus... Isso está indo longe demais. – disse Nicole incrédula.
- Temos que ser fortes e encarar essa situação. – disse Melody abraçando Nicole.
- Isso não podia estar acontecendo. – disse Ashley quase chorando. – Não hoje...
- Calma, Ash. – disse Kimberly. – A gente não fez nada. Tudo vai se explicar, você vai ver.
- Tomara. – disse Jessica olhando para o céu quase sem estrelas e tentando encontrar coragem.


Continua no próximo capítulo...